Depois de viajar por mais de 110 países em busca por diversas fontes de pesquisa, através de antropologia cultural, Stauder descreveu sua “desconversão marxista” como um processo de desilusão.

Jack Stauder: “O Socialismo não funciona”

“Aos poucos me tornei desencantado com o Marxismo visitando muitos dos países que tentaram moldar suas sociedades de acordo com suas doutrinas. Fiquei desiludido com as realidades que presenciei em… países socialistas – URSS, Europa Oriental, China, Cuba, etc.”, disse Stauder ao College Fix por email.

“Reconheci que o Socialismo não funciona e que sua imposição ‘revolucionária’ leva, inevitavelmente, à crueldade, à injustiça e à perda de liberdade”, completa o professor.

“Pude ver o mesmo padrão em muitas revoluções falidas da esquerda na América Latina e em outros lugares. Ao combinar viagens reais com o estudo histórico do Socialismo e da revolução, consegui me libertar das noções utópicas que fatalmente atraem as pessoas para os ideias de esquerda.”

Voltar ao Ocidente, às suas atividades agrícolas e às fazendas no Colorado e no Novo México, também ajudou a consolidar a rejeição de Stauder aos ideais esquerdistas, ele afirmou.

“Retornar às minhas raízes também contribuiu para meu afastamento da ideologia de esquerda que há na atmosfera intelectual da vida universitária”, diz Stauder. “Ao passar meus verões no sudoeste ao lado de trabalhadores rurais, agricultores e fazendeiros, desenvolvi perspectivas sobre o mundo real muito diferentes daquelas predominantes no mundo acadêmico.”

Instituições acadêmicas são terreno fértil para ideais esquerdistas, segundo Stauder,  “acadêmicos, de modo geral, são intelectuais e assim são suscetíveis a ideologias”.

“As pessoas parecem sentir necessidade de acreditar em algo, e quando intelectuais deixam de lado a religião tradicional, como a maioria faz, tendem a procurar substitutos”, ele diz.

Movimentos políticos universitários contrários a Guerra do Vietnã nos anos 1960 e 1970 inspiraram o interesse inicial de Stauder nos ideais políticos de esquerda. Por muitos anos, ele se identificou como um marxista e um radical.

Estes protestos foram comuns e influentes nos locais onde ele estudou e trabalhou, especialmente em Harvard College. Lá, Stauder iniciou sua carreira acadêmica estudando História Americana e Literatura, e, finalmente, passou a estudar Antropologia Cultural após trabalhar com uma comunidade Maia em Chiapas, no México. Esta experiência o inspirou a se tornar PhD em Antropologia pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

A pesquisa mais recente de Stauder liga Antropologia e Ecologia, e ele há pouco publicou “The Blue and the Green: A Cultural Ecological History of an Arizona Ranching Community.”

Quando questionado a respeito da tendência atual do meio acadêmico, Stauder apontou para uma enorme quantidade de pesquisas que confirmam o viés de esquerda nas universidades.

“O mundo acadêmico desenvolveu sua própria cultura, a ramificação de uma cultura de elite mais ampla da ‘nova classe alta’ (leia Charles Murray, em “Coming Apart”). Como em todas culturas, existem pressões para que as pessoas se conformem com seus pensamentos e ações, e aqueles que não os aceitam tendem a ser marginalizados ou suprimidos”, disse Stauder.

Ainda que seja um desafio, Stauder encoraja professores a simplesmente “serem pessoas. Busquem a verdade e permaneçam com ela.”

FONTETradutores de Direita
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